terça-feira, 4 de novembro de 2014

Diferenças na Fragmentação de Pacotes em IPv4 e IPv6

Olá Pessoal.

No meu livro intitulado "IPv6 - O Novo Protocolo da Internet", especificamente na sub-seção dedicada aos chamados cabeçalhos de extensão (figura), explico ao leitor que uma das diferenças entre o tradicional IPv4 e o "novo" IPv6 está no processo da fragmentação de pacotes. Essa discussão é uma boa oportunidade para compartilhar um excelente vídeo recém publicado pelo NIC.br que explica essa diferença de maneira bem ilustrada.


No IPv4, a funcionalidade de fragmentação dos pacotes era responsabilidade do próprio cabeçalho principal por meios dos campos: (i) Identificação, (ii) Flags e (iii) Fragmentação. Acontece que a fragmentação somente é necessária quando um pacote se torna maior do que o limite máximo permitido pela tecnologia em operação, o que é denominado MTU (Maximum Transmission Unit).

Um diferencial vantajoso do IPv6 é que a fragmentação não ocorre mais nos dispositivos intermediários (roteadores), mas somente na origem do tráfego. Quando um roteador determina que um pacote ultrapassou o MTU, ele retorna uma mensagem para a origem ficar ciente de que deve fragmentar os pacotes. A partir de então a origem faz uma fragmentação dos pacotes e utiliza o cabeçalho de extensão denominado Fragmentation para sinalizar o vínculo entre os pacotes fragmentados e, assim, o destinatário fica ciente do processo de fragmentação realizado pela origem que consegue recuperar o pacote original.  

Samuel.

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